23 fevereiro, 2007
ZECA
Hoje homenageamos Zeca Afonso. A banda sonora do bar é hoje exclusivamente composta pelas suas canções, interpretadas por si e por vários músicos de diferentes gerações que não deixam a sua obra cair no esquecimento.
11 fevereiro, 2007
SERIGRAFIAS DE LEONEL MOURA

Durante os próximos meses serão apresentadas no 2 ao quadrado diversas séries de uma colecção de serigrafias do artista plástico Leonel Moura intitulada «PORTUGAL SÉCULO XX: 50 ROSTOS PARA UMA IDENTIDADE».
Esta apresentação será organizada em séries de 5 serigrafias, sendo a primeira dedicada a 5 escritores.
Para conhecer um pouco melhor o trabalho de Leonel Moura, visitem o seu site: www.lxxl.pt
08 fevereiro, 2007
PORTUGAL SÉCULO XX: 50 ROSTOS PARA UMA IDENTIDADE
A tão falada globalização económica e mediática desencadeou, neste final de milénio, um movimento contraditório em direcção às consciências étnicas, religiosas e culturais. Numa revalorização da ideia de identidade e na defesa de modos de vida específicos, saberes particulares, singularidades e soberanias.
Não se pode todavia afirmar que tal tenha sempre um sentido positivo. Muitas vezes, são as mentalidades mais retrógradas que se servem da legítima resistência à uniformização para alimentar tenebrosas opções sociais.
Convirá não esquecer que a identidade, entendida como nacionalismo e xenofobia, atravessou a paisagem ideológica do século, sob a forma do nazismo, do estalinismo, das limpezas étnicas e dos campos de concentração.
Não escondo por isso que este é um terreno altamente perigoso. Que só pode ser percorrido através da revisitação actualizada do passado e nunca como glorificação deste. E de uma ideia de identidade como singularidade e nunca como ideologia.
Recuperada em tantas partes do mundo, como centro de conflitos ou reacção à contemporaneidade, a procura de identidade é afinal, numa sociedade em acelerada mudança, uma busca de equilíbrio do humano e partilha da vida em sociedade.
Em Portugal, o brusco desenvolvimento económico da última década e a integração europeia criaram uma sensação de perda e uma enorme desorientação quanto à nossa consistência cultural. Sentimento que tem desencadeado inúmeras manifestações, também aqui quantas vezes confundindo identidade com nacionalismo, afirmação própria com recusa da diferença. No entanto, e na generalidade dos casos, estamos perante uma procura séria e empenhada de reconhecimento individual e colectivo.
Portugal Século XX insere-se neste contexto, dando continuidade ao trabalho que, enquanto artista plástico, venho desenvolvendo e de que a série com o rosto da Amália é sobejamente conhecido.
Trata-se de um conjunto de 50 retratos de personalidades que marcaram o século XX português. Rostos que desenham vivências essencialmente positivas, que beneficiaram o país e a sua cultura. Não se encontrando portanto, as figuras negras do nosso passado recente, cuja relevância para a análise dos tempos é evidente, mas que não justificam qualquer celebração.
Leonel Moura
Sintra, 1997
Não se pode todavia afirmar que tal tenha sempre um sentido positivo. Muitas vezes, são as mentalidades mais retrógradas que se servem da legítima resistência à uniformização para alimentar tenebrosas opções sociais.
Convirá não esquecer que a identidade, entendida como nacionalismo e xenofobia, atravessou a paisagem ideológica do século, sob a forma do nazismo, do estalinismo, das limpezas étnicas e dos campos de concentração.
Não escondo por isso que este é um terreno altamente perigoso. Que só pode ser percorrido através da revisitação actualizada do passado e nunca como glorificação deste. E de uma ideia de identidade como singularidade e nunca como ideologia.
Recuperada em tantas partes do mundo, como centro de conflitos ou reacção à contemporaneidade, a procura de identidade é afinal, numa sociedade em acelerada mudança, uma busca de equilíbrio do humano e partilha da vida em sociedade.
Em Portugal, o brusco desenvolvimento económico da última década e a integração europeia criaram uma sensação de perda e uma enorme desorientação quanto à nossa consistência cultural. Sentimento que tem desencadeado inúmeras manifestações, também aqui quantas vezes confundindo identidade com nacionalismo, afirmação própria com recusa da diferença. No entanto, e na generalidade dos casos, estamos perante uma procura séria e empenhada de reconhecimento individual e colectivo.
Portugal Século XX insere-se neste contexto, dando continuidade ao trabalho que, enquanto artista plástico, venho desenvolvendo e de que a série com o rosto da Amália é sobejamente conhecido.
Trata-se de um conjunto de 50 retratos de personalidades que marcaram o século XX português. Rostos que desenham vivências essencialmente positivas, que beneficiaram o país e a sua cultura. Não se encontrando portanto, as figuras negras do nosso passado recente, cuja relevância para a análise dos tempos é evidente, mas que não justificam qualquer celebração.
Leonel Moura
Sintra, 1997
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